domingo, 31 de maio de 2020

Somos 70 ☝️☝️☝️☝️☝️

Queremos que se junte a nós todas as vozes, unidas para o fora bolsonaro, chega p**** ☝️👌🚨🚨🚨🚨😎😎😎😎🙅🙅🙅🙅🙅

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terça-feira, 26 de maio de 2020

Vou interferir! (mas no debate)




Por O Chargista da Mosela

Pra gente não perder o foco. O objetivo da divulgação do vídeo era servir de prova da interferência de Bolsonaro na PF para proteger sua família e filhos de serem investigados de alegados crimes. Essa prova está claramente ali no vídeo e nas entrevistas que Bolsonaro deu logo após a divulgação do vídeo. Está claro, confirmado, límpido.

Quem conversa com bolsonaristas, como eu faço, sabe que eles não negam o provável envolvimento do Flávio Bolsonaro em rachadinhas. Na verdade, eles admitem que as acusações contra o Flávio são graves, mas concordam que um pai deve proteger o filho e acobertar os crimes deste filho, não faz de Bolsonaro um criminoso, mas torna ele um bom pai.

Alguma pessoa, pai ou mãe em sã consciência, acredita que pode mesmo descumprir, burlar ou afrontar as leis para defender sua família? Pois é. O bolsonarista médio acha que pode, deve e ainda tem razão.

O bolsonarista médio usa a defesa da família, da pátria e da propriedade como "muleta" para justificar desde pequenas irregulares até atrocidades. Eles acham que têm razão! Eles acreditam que estão certos!

Cada bolsonarista está numa cruzada de vingança cujo objetivo é eliminar um inimigo que pode ser: o PT, a esquerda, os comunistas, a Globo, os jornalistas, a ciência, a arte, a China, a ONU, o globalismo, etc.

Reparem que este "inimigo" é amplo e indeterminado. É com isso que estamos lidando: desejo de vingança justificado por uma boa motivação contra um inimigo indeterminado. Ou seja: "o inimigo" é qualquer um, a qualquer hora e por qualquer motivo. Estamos num barril de pólvora da insanidade!

Jair Bolsonaro inspira e incentiva o desejo de vingança de seus apoiadores. Por isso ele é tão admirado. É por isso que os bolsonaristas vibram e gritam "mito" com as atitudes de Bolsonaro. Eles se sentem "vingados". Para alguns, a verborragia de Bolsonaro já é o suficiente. Para outros, a expectativa de "punir um inimigo" é bem mais ampla.

Como já sabemos, vingança não é justiça. Como sabemos, burlar a lei para proteger a família é crime. Mas o ódio causa cegueira em cerca de 30% da população. Antigos aliados se tornaram "inimigos" porque se opuseram a este comportamento cego. E ainda temos os oportunistas - vários - que se utilizam deste sentimento popular para obter vantagens para si próprios.

Pode ser muito difícil lidar com tanta raiva e frustração acumuladas, mas os bolsonaristas estão bem ali ao nosso lado. Podem ser nossos pais, amigos, irmãos e vizinhos. Precisamos conversar com eles.





Sempre antenados com o que rola no Brasil, informações, política, análise, opinião, tecnologia e a repercussão dos principais noticiários com o olhar apurado e a irreverência de toda a equipe Amigos da Ursal ✊🐻.

HUMANIDADE EXCLUSIVISTA E COMPETITIVA


Por Fernando de Noronha.

Não podemos dizer que haja um grupo de pessoas onde 100 % de seus integrantes sejam honestos e sábios e nem um grupo onde 100 % de seus membros sejam psicopatas. Mas podemos falar de uma imagem que simboliza com grande precisão o que há de pior no ser humano expresso quase sem nenhum disfarce. Esta imagem é uma foto qualquer de uma dessas manifestações que ocorrem no Brasil aos domingos, desde 2014, onde as pessoas usam as principais cores da bandeira do Brasil (verde e amarelo). A primeira coisa que chama ou deveria chamar muito a atenção nessas imagens é que só há gente de pele branca nelas. Manifestações que reúnem um grande número de pessoas nas quais não se vê um único negro.

Mas como pode isso no Brasil, que é um povo miscigenado? Como pode uma imagem dessa representar o povo brasileiro, incluindo todas as classes sociais? Não representa. É sabido que, no Brasil, a segregação social praticamente coincide com uma segregação racial, onde quanto mais escura é a pele da pessoa, mais pobre ela tende a ser. Uma imagem de uma manifestação onde todos são brancos só pode ser uma manifestação de ricos ou classe média alta. Não ricos a ponto de poderem manipular pelo dinheiro todas as formas de poderes instituídos, pois estes não precisam ir às ruas se manifestar, mas pessoas menos ricas, que tem muito dinheiro, embora não tanto assim, que têm um considerável nível de prosperidade econômica e que se destacam no meio do restante da população brasileira. Eles são classe A, mas não chegam a ser elite dominante.
Pode uma manifestação de ricos ser por direitos, e não por privilégios? Essas pessoas freqüentam lugares de luxo e andam de avião com freqüência. Vão a locais públicos chiques, aos quais pouca gente têm acesso.

Frequentam universidades públicas que, historicamente, são exclusivamente deles. Boa parte deles explora a classe trabalhadora para se enriquecerem. Esses são seus privilégios históricos, além de outros. Porém, tais privilégios viraram quase um direito nos tempos em que o PT esteve no poder. Durante este período, muitas pessoas de classes mais baixas ascenderam à classe média e à classe A, passando a andar de avião com freqüência e a freqüentar os locais públicos que eram restritos à tradicional classe A. Os membros desta, vendo esse fenômeno e vendo que começaram a ter que compartilhar seus ambientes privilegiados com aqueles que antes eram da ralé, ficaram profundamente indignados, e cada vez mais indignados com o passar do tempo. Ficaram enfurecidos também por terem seus custos trabalhistas aumentados em prol de direitos que seus trabalhadores ganharam nos governos do PT.

Mas por que isso? Porque o ser humano normalmente não gosta do comum, e sim do especial e do extraordinário. As pessoas não gostam de se identificar com a multidão, e, sim, de se destacar diante dela, preferindo, assim, os privilégios aos direitos, sendo que privilégio é para poucos, enquanto direitos devem ser para todos. Isso faz com que o ser humano seja naturalmente competitivo, e, nessa competição, cada um busca estar em posição melhor do que a do outro e ostentar suas conquistas (isso quando conquistam) aos olhos daqueles que não conseguiram obtê-las também. Todo ser humano tem essa natureza competitiva dentro dele, em maior ou menor grau, o que faz da raça humana uma raça extremamente conflituosa. Assim, a tradicional classe A, ao ver que começou a ter que dividir os mesmos espaços que eram privilégio delas com pessoas de classes mais baixas que subiram de vida, isso é, quando viram que seus privilégios começaram a se tornar algo comum, e não especial, ficou profundamente furiosa com tal fenômeno, numa manifestação de profunda mesquinharia e egoísmo. Ficaram igualmente furiosos os empresários dessa classe que se viram obrigados a dividir sua renda um pouco mais com seus empregados.

Assim, essa classe A tradicional, composta quase exclusivamente por brancos, começou a odiar profundamente Lula, Dilma e o PT, começando por se reunir em manifestações aos domingos para dar gritos de ordem pela destituição do PT do governo federal. Como foi dito acima, é fácil saber que são eles que vão a essas manifestações pelo fato de não se achar um negro presente nelas. Passaram a se identificar com os discursos de ódio de Bolsonaro, os quais são elitistas e cruéis contra pobres e esquerdistas, os quais defendem os direitos das camadas mais pobres. Com o passar do tempo, à medida que a Internet foi dando voz a Bolsonaro e a discursos de ódio como o deles, tal “elite branca” foi saindo do armário e se sentindo livre para proferir publicamente e sem nenhum pudor as maiores aberrações, bestialidades e crueldades contra a esquerda brasileira, que é quem defende os direitos dos mais pobres, do trabalhador e dessa nova classe média que começou a dividir o espaço com ela.
As manifestações de ódio dessa elite branca foram tornando-se cada vez mais intensas. Pediram intervenção militar para destituir a classe política federal. O pretexto para isso sempre foi o combate à corrupção, mas, indubitavelmente, isso nunca passou de um mero pretexto. Eles fazem apologia à ditadura militar brasileira, que durou de 1964 a 1985 e desejam uma reedição desse período nos dias de hoje. Hoje, com Bolsonaro como chefe do poder executivo federal, estão todos os domingos fazendo manifestações pelo fechamento do Congresso Nacional e do STF, para dar ao poder executivo, nas mãos de Bolsonaro, plenos poderes para instalar uma ditadura no Brasil. Eles perderam tanto a vergonha na cara que desejam abertamente a volta do AI-5. Tudo isso para perseguir, torturar e matar petistas, esquerdistas e comunistas.

Sim! Eles são a parte mais privilegiada do povo e vão às ruas se manifestar por um governo que faça uma perseguição sanguinária aos seus inimigos, os esquerdistas, sejam eles figuras públicas ou anônimas. De onde vem tanto ódio se esquerdistas e comunistas nunca fizeram mal nenhum a eles? O único mal que estes atribuem a eles é o fato deles defenderem vida digna para os mais pobres e a ascensão social destes. A esquerda brasileira via com bons olhos  o fato de uma nova classe média dividir os mesmos espaços com a tradicional classe A e média, mas, para estas, tal idéia é terminantemente inadmissível. Nem esta elite branca esperava que sentiria tanto ódio ao ver esse fenômeno que eles não esperavam, e agora pedem a cabeça de todos aqueles que defendem vida digna para os pobres e a classe trabalhadora. É tanto ódio pela justiça social que querem derramar o sangue de todos os que a defendem.

Como ter por inocente essa tradicional classe A? Como considerar seus membros como cidadãos de bem? Como não tê-los como gente extremamente corrupta, mesquinha, avarenta e apodrecida moralmente? Como não serem tais pessoas dignas de severo castigo? Mas elas são castigadas de fato. Na lógica capitalista do individualismo e da competição mútua, todos são castigados, inclusive os que vencem essas competições. Vivemos uma ordem social de guerra, e guerra é algo extremamente desgastante para a alma de todos os envolvidos nela. A elite branca não tem paz. Vive agitada ao extremo como o restante da população. Mas essa loucura toda é compensada pelo prestígio social que ela tem e, por isso, acabam amando a rotina louca em que vivem e não se arrependem da sua impiedade.

Portanto, que suas aflições se agravem sobremaneira. Que a COVID-19 seja implacável com eles, aterrorizando e matando eles e suas famílias, as quais são o espelho moral deles mesmos, pois são tão dominados pelo ódio que ignoram a pandemia para se aglomerarem nessas manifestações macabras.
Porque preferiram a miséria da população a dividir seus espaços privilegiados com ela e a vê-la se tornar como eles, assim sejam eles cada vez mais vítimas de bandidos. Sejam cada vez mais vítimas de furtos, assaltos, seqüestros, invasão domiciliar, arrastões e perseguições de bandidos no trânsito. Se acham que mendigos e camelôs sujam a imagem de suas cidades, que estes se unam para aterrorizá-los com esses crimes, caso sejam expulsos de seus locais onde ganham dinheiro.
Que suas conquistas nesta vida sejam para eles um terrível laço. Venham dias piores para todo o mundo, ameaçando de maneira cada vez mais forte a estabilidade do nosso sistema social, político e econômico, para que os que conquistaram posições de prestígio sociais sejam apanhados no seu apego a esta vida. Sejam eles cada vez mais aterrorizados a cada vez que vêem ameaçados de destruição tudo o que construíram. Que tais ameaças sejam cada vez mais freqüentes. Que as enchentes sejam cada vez mais freqüentes e destruam tudo o que é deles cada vez mais.

Que os seus sonhos mais profundos sejam para eles motivos de frustrações cada vez maiores. Que venham crises econômicas cada vez mais avassaladoras para os angustiar profundamente. Desmaiem eles de terror à medida que as ameaças à sua estabilidade social se avolumem cada vez mais. Se não quiseram dividir o mesmo espaço com a ralé nos seus lugares de privilégio, e se não quiseram dar vida mais digna aos seus trabalhadores, então dividam eles os espaço com os mendigos, os indigentes e os mais pobres. Andem eles em transportes coletivos junto com eles.
Que não apenas a destruição da natureza, mas também uma grande guerra, tragam a eles todos esses flagelos. Que a morte os acompanhe além do inferno. Morram cada vez mais por doenças causadas pela má alimentação, por latrocínios, por ataques de atiradores em locais públicos e por outras causas pelas quais já morrem ou já começam a morrer. Morram muitos deles por pestes, catástrofes naturais, ataques terroristas, ataques biológicos e bombas. Que até o dia do colapso desta civilização não sobre nenhum deles vivos para contar a história.

Tudo isso lhes sobrevêm e lhes sobrevirá, e ainda assim lutarão até o fim para mostrarem sua aparência altiva, para que ninguém desconfie de que eles são na verdade uns flagelados. Tudo isso acomete e acometerá também os humanos de outros países que se comportam da mesma maneira. Os pobres e miseráveis também têm o gene da desigualdade dentro deles, e estes já são assolados há muito tempo, pois vão às igrejas e se deixam levar pela sedução das riquezas apregoada por elas. Alguns deles aprendem na miséria a praticar o bem mutuamente, mas, se hoje forem colocados em boa posição social, mudarão e passarão a agir da mesma maneira mesquinha que a nossa classe A.

Mas os que forem realmente de bem, que se desapeguem desta vida. Que estes sejam tranqüilos na fartura ou na calamidade. Que o desapego sempre lhes ensinem a socorrer os necessitados ao seu redor, sempre desejando a eles que melhorem de vida e fazendo o que podem para que isso aconteça. Não se apeguem a sonhos para esta vida neste sistema que está se arruinando, para que isto não lhes seja um laço. Se tudo indica que o grande colapso civilizatório virá, então que estejam atentos desde já a aprenderem como sobreviver a ele, para que, quem sabe, esses sobreviventes possam construir um mundo realmente melhor para as todas as gerações futuras.





Sempre antenados com o que rola no Brasil, informações, política, análise, opinião, tecnologia e a repercussão dos principais noticiários com o olhar apurado e a irreverência de toda a equipe Amigos da Ursal ✊🐻.

terça-feira, 12 de maio de 2020

MUITAS CRISES e SALVADORES DA PÁTRIA



É quase impossível ter acesso às notícias sem que a sensação de estar num pesadelo tome conta de cada brasileira e brasileiro conscientes. Torna-se impossível manter o humor de Poliana com as situações grotescas diárias.

Este momento de horrores não caiu em nossas cabeças de uma só vez. Foi construído ao longo dos últimos anos e, como um polvo, esticou os tentáculos sobre o País abrangendo os motores da vida nas esferas social, econômica, política e institucional. Como se não bastasse, o mundo vive a crise de saúde.

A CRISE SOCIAL

Não há dúvidas de que a diversidade é a marca da população. Nossa formação social abriu um leque de possibilidades. Somos um país multicultural, de etnias diversas, de numerosas manifestações religiosas. Gente criativa, que dá nó em pingo d'água com um bom humor incrível, mas que resolveu negar os contrastes e passar a régua para nivelar a sociedade. Ou você se encaixa nos moldes determinados por poucos ou será perseguido. É preciso ser cristão, conservador, hétero, acreditar na supremacia masculina e manter os papéis de gênero. Esta perspectiva anula minorias e caminha para a ditadura da maioria, um conceito que não é numérico, mas de opressão. O ódio chegou.

A CRISE ECONÔMICA

Nossa história de desenvolvimento econômico teve como pilares a casa grande e a senzala. No início, de forma literal, mais tarde, representativamente. O chicote sempre açoitou os da senzala e esteve nas mãos dos proprietários de terras, de grandes empresas, dos bancos, que se locupletaram das riquezas produzidas pelo trabalho duro, certos de que teriam mais direitos por financiar a exploração. Este é o pensamento do liberalismo clássico, corrente que veste a pele de cordeiro e encanta desavisados entorpecidos pelo discurso de defesa das liberdades e da ideia de um Estado que garante direitos. Só esqueceram de contar a quem o liberalismo protege.

Nesta base de dominação econômica, a normalização da subserviência a poderosos deu a ilusão aos capatazes, que pensavam ser amigos dos donos do dinheiro, de serem também ricos. Porém, a falência do neoliberalismo provocou crises sucessivas e nivelou os de baixo embaixo. Uma vez com privilégios, é difícil abrir mão das migalhas. Em época de pouca farinha, sobrevive quem garante o pirão na selvageria. E a crença em um Salvador da Pátria, formado na escola de Chicago, emergiu. Este faria um novo milagre.

A CRISE POLÍTICA

O poder, ah! o poder. Ele está em toda parte e assume várias formas. O tecido social está permeado pelas relações de dominação. Ele é representado pelo Estado, pelas ideias, pelo capital. É na disciplina que ele se manifesta: autoridade e obediência. Um espiral de muitas representações.

Ainda é difícil imaginar uma sociedade em total equilíbrio e que prescinda o Estado, e este se estrutura legalizando e determinando os mandatários, que usarão a máquina estatal para defender interesses.

O fio seria longo, mas vou focar no pós 1988, quando uma Constituição cidadã, ao menos na teoria, garantia o caminho de uma democracia desejada e que deveria ser consolidada, dividindo poderes, atribuindo canais de participação popular, restituindo direitos e apontando deveres, conquistando a laicidade. Que beleza!

O caminho era a criação de instituições abertas ao diálogo, à distribuição de forças mais harmoniosas, de transparência das ações governamentais. Era até feio demonstrar tendências autoritárias. Atacar a democracia? Jamais!

Cuidado! Os viúvos e os filhotes da ditadura estão à espreita.

A crise econômica trouxe a saudade do que nunca existiu. Despertou a crença no Salvador da Pátria, um personagem messiânico, e fez a política criar um monstro saído do esgoto do baixo clero, absolutista, sem empatia, aliado a falsos cristãos, que despertou e incentivou o ódio originário da perda dos privilégios. Uma aberração obscurantista e que se agigantou na desesperança. Precisa da mentira para alavancar seus projetos e aposta na confusão para subir os degraus do poder, só com os seus.

A CRISE INSTITUCIONAL

A consolidação de uma democracia passa pela garantia de equilíbrio e de autonomia das forças de Poder.

Mais uma vez, ela, a crise econômica, interfere na percepção de mundo e dá força e visibilidade ao judiciário, levanta bandeiras morais, respaldada num desejo punitivista crescente de certos grupos. Este Poder passa a exercer influências que não lhe competem. O País ofereceu o estrelato ao Poder que deveria ser o mais discreto. Sessões do STF receberam audiência de novela. Um juiz de Curitiba ganhou status de herói. Mais um Salvador da Pátria surgiu, o Paladino da Justiça. Era o sintoma da briga institucional de uma sociedade em desequilíbrio. Um petisco do que estaria por vir.

O monstro ofereceu palanque aos outros Salvadores da Pátria, para depois cortar-lhes a cabeça, já que não seria capaz de dividir o brilho. É imprescindível lembrar que quem manda é ele e, se desafiado, sua fúria é capaz da eliminação de opositores, mas também dos aliados.

A CRISE SANITÁRIA

A pandemia foi o elemento surpresa. Diante da doença, do sofrimento e da morte, o País precisa de um líder.

O que temos é um admirador do próprio umbigo, com o único interesse de se beneficiar e de proteger os seus, apesar dos horrores que o circundam.

Isolado, resta buscar o apoio de oportunistas e apelar para a radicalização. Como todo animador de seita, fala apenas aos seus apoiadores e provoca o caos.

Resta saber por quanto tempo o mito sobreviverá. A nós, cabe acordar do espanto, driblar o torpor.

Viviane Ester de Barros

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TOPTREND dos Amigos da Ursal

OS PROBLEMAS DAS PRIVATIZAÇÕES, ESPECIALMENTE A DOS CORREIOS

 Texto atualizado em 12/09/219  as 15:02 “Privatiza que a qualidade do serviço prestado vai melhorar”, é o que dizem os defensores da priv...