Por Fernando de Noronha.
Criminosos que roubam, assaltam, matam e aterrorizam a sociedade devem ser devidamente punidos, sim. Há casos em que a pena de morte se justifica, sim, embora seja mais interessante a prisão perpétua, onde o apenado trabalha muito duro na cadeia para produzir bens e serviços à economia e à sociedade (pois sua possível inocência pode acabar sendo provada durante o cumprimento da pena). Sou a favor de que bandidos que devem ser ressocializados trabalhem e estudem duro para que sua ressocialização seja possível.
Sou a favor de que bandidos presos que se recusarem a trabalhar em algum dia fiquem sem comer e sem beber em tal dia. Sou a favor do uso de algemas sem que a polícia tenha que dar qualquer justificativa para tal, pois é evidente que deve-se presumir que o bandido sempre tentará fugir quando está sendo preso. A única “tortura” a que sou favorável é o trabalho duro (até mesmo forçado) nas cadeias, como descrevi acima. Independentemente do que levou alguém a ser bandido, jamais se deve passar a mão na cabeça deles. Bandidos presos precisam trabalhar para gerarem receita para o estado em vez de serem despesa para o mesmo, e para sustentarem suas famílias (nada de auxílio reclusão).
Sou a favor de que bandidos presos que se recusarem a trabalhar em algum dia fiquem sem comer e sem beber em tal dia. Sou a favor do uso de algemas sem que a polícia tenha que dar qualquer justificativa para tal, pois é evidente que deve-se presumir que o bandido sempre tentará fugir quando está sendo preso. A única “tortura” a que sou favorável é o trabalho duro (até mesmo forçado) nas cadeias, como descrevi acima. Independentemente do que levou alguém a ser bandido, jamais se deve passar a mão na cabeça deles. Bandidos presos precisam trabalhar para gerarem receita para o estado em vez de serem despesa para o mesmo, e para sustentarem suas famílias (nada de auxílio reclusão).
Agora quando se tem um governo que não tem qualquer política pública que verdadeiramente gere inclusão social e que ainda quer punir bandidos com rigor excessivo, que é o caso do atual governo, o próprio estado acaba agindo como uma organização criminosa.
Amigo, não adianta você vir com aquele caso isolado que você conhece de alguém que comeu o pão que o diabo amassou, mas nunca roubou, assaltou ou seqüestrou para ganhar a vida, para justificar a falsa idéia de que ser bandido ou não é tão somente uma mera questão de escolha, que depende unicamente do caráter de quem escolhe entre uma coisa ou outra. É muito fácil falar isso quando não se está em situação de absoluto abandono. É evidente que a exclusão social e o abandono levam ao aumento da criminalidade. Não é preciso saber estatísticas que comprovem isto. Um simples raciocínio lógico nos leva a esta conclusão óbvia. Aí não é uma questão de caráter de quem quer que seja, pois todos nós somos bandidos em potencial diante da situação de abandono social. É preciso haver políticas de inclusão social para prevenir a criminalidade e políticas auxiliares de ressocialização de bandidos recuperáveis, por meio do trabalho e do estudo dentro das cadeias. Este é o pacote anti-crime de que precisamos.
Amigo, não adianta você vir com aquele caso isolado que você conhece de alguém que comeu o pão que o diabo amassou, mas nunca roubou, assaltou ou seqüestrou para ganhar a vida, para justificar a falsa idéia de que ser bandido ou não é tão somente uma mera questão de escolha, que depende unicamente do caráter de quem escolhe entre uma coisa ou outra. É muito fácil falar isso quando não se está em situação de absoluto abandono. É evidente que a exclusão social e o abandono levam ao aumento da criminalidade. Não é preciso saber estatísticas que comprovem isto. Um simples raciocínio lógico nos leva a esta conclusão óbvia. Aí não é uma questão de caráter de quem quer que seja, pois todos nós somos bandidos em potencial diante da situação de abandono social. É preciso haver políticas de inclusão social para prevenir a criminalidade e políticas auxiliares de ressocialização de bandidos recuperáveis, por meio do trabalho e do estudo dentro das cadeias. Este é o pacote anti-crime de que precisamos.
Mas quem é o bandido? Quem é o criminoso? Vivemos num sistema mal onde, via de regra, as pessoas são más. As pessoas são competitivas, e a competição é o fundamento de toda guerra (e, para haver guerra, não é necessário haver assassinatos e nem genocídios). As sociedades de baixíssimo nível de criminalidade não vivem bem de fato. O Japão e a Coréia do sul têm criminalidade quase zero, mas estão no topo do ranking de taxa de suicídios. São sociedades que vivem situações de intensa guerra interior que causam grande mortandade por suicídio. A competição da vida moderna é cada vez mais acirrada e sufocante, levando as pessoas a furarem os olhos uma das outras, ainda que de forma velada, e levando-as a transtornos mentais cada vez mais desoladores. Se as pessoas devoram umas as outras, logo, vivemos numa sociedade de bandidos. Somos tão bandidos quanto os criminosos que tanto odiamos e que tanto queremos matar.
É válido ressaltar que, via de regra, quando menor a taxa de homicídios de um país, maior será sua taxa de suicídios, e vice-versa. Portanto, o mundo neoliberal constitui uma sociedade de apenados, de pessoas que estão pagando pelos seus crimes, ainda que sejam crimes que tal sociedade não considera crime. A competição é a grande regra desta sociedade, mas é um crime social, e as pessoas pagam por esses crimes enquanto são assoladas pelo medo de perder as disputas da vida e pelo medo do desemprego e do abandono, pois elas aderem sem pensar duas vezes a essa terrível regra social. Assim, deduz-se que as sociedades de baixo índice de criminalidade são tão injustas quanto as sociedades de altas taxas de criminalidade. Como escapar disto sem sair da sociedade? Sem a prática filosófica de produção de conhecimento por meio do livre pensamento e da honestidade intelectual, isso é impossível, e tal prática feita sem um espírito livre, leve, fluído e sereno gera péssimos resultados cognitivos.
É válido ressaltar que, via de regra, quando menor a taxa de homicídios de um país, maior será sua taxa de suicídios, e vice-versa. Portanto, o mundo neoliberal constitui uma sociedade de apenados, de pessoas que estão pagando pelos seus crimes, ainda que sejam crimes que tal sociedade não considera crime. A competição é a grande regra desta sociedade, mas é um crime social, e as pessoas pagam por esses crimes enquanto são assoladas pelo medo de perder as disputas da vida e pelo medo do desemprego e do abandono, pois elas aderem sem pensar duas vezes a essa terrível regra social. Assim, deduz-se que as sociedades de baixo índice de criminalidade são tão injustas quanto as sociedades de altas taxas de criminalidade. Como escapar disto sem sair da sociedade? Sem a prática filosófica de produção de conhecimento por meio do livre pensamento e da honestidade intelectual, isso é impossível, e tal prática feita sem um espírito livre, leve, fluído e sereno gera péssimos resultados cognitivos.

