domingo, 1 de março de 2020

O grito do Carnaval

Por Aline Freitas Dias
Vamos com a capa da Veja mesmo, só para enfatizar o desespero.                                        
Que Carnaval foi esse, meus amigos? Para mim, parece um grito de indignação com a situação
POLÍTICA desse país. Ufa! Até que enfim, mas, que pena a coragem ter chegado apenas por detrás
de máscaras.                                                                                                                     Eu sei, temas políticos compõem os enredos e fantasias carnavalescas há um tempinho, mas personificadas contra um mesmo homem, acho que é um episódio novo, sintomático e
justo.
                                                                       As pessoas não deixaram de se divertir, contudo, para grande parte dos foliões, as fantasias
permitiram trazer à tona o que já não quer ficar " preso na garganta". Das grandes escolas aos bloquinhos, por todos os cantos, foi possível observar que a maior "loucura" tem sido conviver sob as trapalhadas de um desgoverno homofóbico, misógino, aporafóbico, de conduta e moral questionáveis.
                                                                        O meu desejo é que as críticas do carnaval não soem apenas como alegorias, afinal, é a realidade de agora sendo "desvelada", e até mesmo denunciada. O povo ofendido resolveu dar uma resposta.                                                                                                             Que a constatação de grande repetição das mesmas críticas, entre diferentes foliões, ganhe caráter de um grande consenso nacional pró luta, e que a partir da quarta-feira de cinzas: a empregada doméstica que, nas palavras do ministro, não poderá mais ir à Disney (a verdade é que nunca pôde ir, mas seus filhos poderiam), o "professor doutrinador"; as "mulheres que merecem ser estupradas"; o gay que é assim porque o pai " deu uma fraquejada"; o negro quilombola que "pesa arrobas"; o universitário e pesquisador que só fazem "balbúrdia"; o indígena que não tem suas terras e cultura respeitadas; o trabalhador que já está tendo que escolher entre " ter emprego e ter direitos"; o cristão e o não cristão, que sabem o valor da laicidade do Estado e da liberdade religiosa; o ambientalista que sabe da existência do aquecimento global e das consequências da degradação ambiental; o cidadão que sabe: a nossa bandeira nunca foi vermelha, e esse papo anticomunista,
mau caráter, já nos levou a ditadura.                                            
Que todos esses, que todos nós, continuemos a defender e lutar para que a Democracia, com
direitos, prevaleça! .

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