terça-feira, 10 de novembro de 2020

O misterioso preconceito tecnológico


Por Viviane Ester Barros

Você não quer tomar vacina chinesa. Ok.
Saiba que seria bom você começar a pensar em abrir mão do seu celular, dos eletrodomésticos e outros eletrônicos e até das suas roupas. Pouca coisa neste mundo globalizado não conta com a tecnologia ou com uma pecinha que venha da China.

Você quer boicotar? Ok. Invista na indústria brasileira e na tecnologia desenvolvida nos institutos de pesquisa e nas universidades (esta balbúrdia boa), o que levaria décadas. Foi isso que a China fez para se tornar a potência que é hoje. Invista na educação. Ofereça oportunidades.

Eu até entenderia uma resistência com chineses em caso de experiências pessoais ruins com pessoas desta nacionalidade. Afinal, existem pessoas boas ou más em qualquer lugar do mundo. Gente é assim. Às vezes, as pessoas são boas e ruins ao mesmo tempo. Somos cheios de defeitos e qualidades.

Mas ciência é legado para a humanidade. A tecnologia pode ter nacionalidade, mas o resultado dos benefícios fica para quem a usa.

A pandemia não é brincadeira. A vida só vai voltar ao normal quando houver vacinação em massa. Nem adianta só ter a vacina, é preciso desenvolver a capacidade de produção para vacinar milhões. É aí que entram o Butantã, a Fiocruz, as universidades "balburdiosas" e "balburdiantes" do Brasil. Vamos precisar balburdiar o país inteiro, pra que a gente volte a viver e a se abraçar.

E a tecnologia que for, inglesa, chinesa, russa ou marciana, será bem-vinda, se funcionar.

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