Por Atila França
Já faz muito tempo que o Brasil convive com as falas controversas de Jair Bolsonaro, desde ofensas à imprensa (principalmente jornalistas mulheres), falas homofóbicas e defesa da ditadura e da tortura, entre outras declarações absurdas. Bolsonaro passou quase três décadas como um parlamentar do baixo clero que sempre se orgulhou de ter o direito constitucional de pode falar o que viesse à cabeça.
Eleito presidente do Brasil em 2018, muitos realmente acreditaram que aquele parlamentar que além de não ter nenhuma contribuição relevante no seu período como deputado federal iria se transformar quando chegasse à presidência da República. Pura ilusão. Já na metade de seu mandato, Bolsonaro só fez aumentar sua truculência, tanto no que diz respeito a sua relação com a imprensa quanto com o fato de não respeitar a liturgia do cargo que ocupa.
Piadista
Mais um exemplo do mau gosto para piadas do mau gosto do líder do Executivo foi dado por Bolsonaro em um evento ocorrido no Palácio do Planalto em que estavam reunidos atletas e convidados. Também estava no evento Damares Alves, a ministra do Ministério da Mulher e Direitos Humanos e a primeira dama Michelle Bolsonaro, foi justamente esta última quem demonstrou constrangimento com a declaração de seu marido.
Mito
Bolsonaro foi chamado por um de seus apoiadores que estava presente na reunião pelo apelido que o acompanha desde a época de candidato a presidência do Brasil, e que claramente o deixa muito feliz. Empolgado pela idolatria de seu apoiador, Jair Messias Bolsonaro respondeu: “O mito do leite condensado?
Uma referência ao caso que foi divulgado pelo portal Metrópoles que revelou que o governo federal gastou R$ 1,8 bilhão com alimentação e desse total, R$ 15 milhões foram destinados à compra de leite condensado. Não satisfeito com a brincadeira, Bolsonaro foi além e constrangeu a própria esposa ao perguntar-lhe se o leite condensado teria lhe dado barriga.
Imprensa
Anteriormente, Bolsonaro já havia se pronunciado sobre a situação, não da maneira como era de se esperar de um chefe de Estado, que prestasse esclarecimentos sobre a situação. Bolsonaro preferiu se manter fiel ao seu estilo truculento e soltou vários palavrões para a imprensa ao falar sobre o assunto em uma churrascaria em Brasília, o vídeo viralizou nas redes sociais, em que pode ser ver o presidente da República rodeado por integrantes do governo, entre eles estava presente o seguidor de Olavo de Carvalho, Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores do governo Bolsonaro. Araújo, assim como a maioria dos presentes no almoço na churrascaria, também repetiu o mantra que tanto agrada Bolsonaro “mito, mito, mito...”.
Eduardo Bolsonaro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e filho 03 de Jair Bolsonaro parece ter tomado para si a função de defensor do pai no caso do leite condensado, o problema são as justificativas encontradas pelo parlamentar para explicar a situação.
Passado uma semana da divulgação do caso, Eduardo foi ao Twitter para divulgar que a totalidade dos exércitos da OTAN é alimentada com o produto por ele ser calórico, tuitou o parlamentar sem dar mais esclarecimentos sobre a informação.
